7 razões para contratar mulheres (de acordo com a ciência)

Por mais que pareça que avançamos muito na questão de igualdade de gênero, ainda estamos muito atrás. Não é novidade que mulheres, apenas por serem mulheres, são impedidas de progredir na carreira em comparação com os homens - como exemplo, o caso que foi publicado nas redes sociais que uma jovem recebeu uma negativa de uma vaga de estágio simplesmente por ser mulher, bem como recebem salário inferior ao do homem mesmo quando exercem a mesma função.

São vários os estudos que mostram a diferença e discriminação de gênero no mercado de trabalho e, um bom exemplo, é este estudo da American Psychological Association que examinou a progressão na carreira de gerentes homens e mulheres de 20 empresas da lista “Fortune 500”. O resultado mostra que as mulheres ficaram atrás dos homens no que diz respeito à progressão salarial e frequência das transferências de empregos, mesmo que as mulheres tenham feito "todas as coisas certas".

Mas, a ciência prova que contratar mulheres é muito vantajoso para empresas. Aqui estão 7 razões para contratar mulheres, baseados em diversas pesquisas e estudos publicados, afinal os benefícios em contratar mulheres (e valorizá-las) vai além da diversidade: são científicos!

1. Melhores líderes

Uma pesquisa feita pela empresa Zenger/Folkman analisou as respostas de avaliações 360º realizados em empresas, além de perguntarem para cada funcionário individualmente para classificar a efetividade de cada líder e para julgar o quão forte eles eram em competências específicas. O resultado apontou que as mulheres em posição de liderança foram avaliadas como sendo as melhores em 17 das 19 capacidades citadas no estudo.

Algumas das habilidades de gestão em que as mulheres se destacam são:

  • Tomam a iniciativa;
  • Resiliência;
  • Encorajam os outros;
  • Foca em resultados;
  • São íntegras e honestas;
  • Impulsionam o próprio desenvolvimento profissional;
  • Inspiram e motivam o restante da equipe;
  • Liderança arrojada;
  • Trabalham em equipe;
  • Constroem relacionamentos profissionais;
  • Estabelecem metas maiores;
  • Possuem uma comunicação forte;
  • Resolvem problemas e analisam as questões;
  • Inovam;
  • 2. Maior potencial produtivo e de inovação

    Há evidências crescentes de que a coexistência de homens e mulheres no mesmo ambiente é responsável por equipes mais criativas; a diversidade é a chave para as organizações do futuro.

    A plataforma Cloverpop fez um estudo que aponta que times mais diversos tomam decisões melhores em 87% das situações e, além disso, empresas que contam com inclusão possuem resultados 60% maiores do que a média.

    Além disso, pessoas de organizações com uma alta porcentagem de mulheres são mais propensas a citar uma cultura organizacional positiva e significativa, incluindo ter: um trabalho agradável, um trabalho que se encaixa bem com outras áreas de sua vida, oportunidades de fazer a diferença. E isso tem um impacto super positivo, pois dois terços dos funcionários que disseram estar com alto nível de satisfação colocam um esforço a mais nas tarefas realizadas por eles e, conforme foi demonstrado em uma pesquisa da Universidade da Califórnia, um trabalhador feliz é, em média, 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e vende 37% a mais em comparação com outros.

    3. Mais propensas a buscar oportunidades de aprender e melhorar ao longo da carreira

    Uma pesquisa publicada no Harvard Business Review, mostrou que as mulheres impulsionam seu próprio desenvolvimento profissional ao longo da carreira. Em contrapartida, os homens tornam-se acomodados a partir dos 40 anos, quando sentem que já têm formação e experiência suficientes e não precisam de mais feedback para progredir.

    Na Inglaterra, uma mulher é 36% mais provável de se candidatar a uma vaga na universidade do que um homem. E, no Brasil, o relatório Education at Glance 2019, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que as mulheres brasileiras têm 34% mais chance de se formarem no ensino superior e, ainda, são a maioria dos bolsistas de mestrado e doutorado no país.

    Entretanto, ainda de acordo com o relatório Education at Glace 2019, as mulheres com ensino superior têm 82% de empregabilidade, contra 89% da possibilidade de conseguir emprego dos homens com ensino superior.

    4. Mais saudáveis

    Ter um colaborador saudável faz parte da saúde da empresa! Afinal, quando um colaborador precisa se ausentar do trabalho, a empresa perde uma parte da produção de determinada área.

    Aí está mais um motivo para contratar mulheres: os dados recentes do IBGE mostram que no Brasil, as mulheres vivem em média 8 anos a mais que os homens. Isso porque elas se previnem e cuidam melhor da própria saúde. Um dos pilares importantes da HealthBit é a prevenção de casos graves e a medicina preventiva, exatamente como as mulheres se cuidam, é o segredo para o sucesso e cuidado.

    Um exemplo é o percentual de mulheres que fumam diariamente é menor que dos homens. Como já falamos por aqui, o tabagismo é visto como uma doença crônica e como é uma substância psicoativa, a nicotina produz alterações no Sistema Nervoso Central que modificam o estado emocional e comportamental do fumante, causando, assim, uma dependência química. Essa dependência química vai aos poucos se tornando psicológica.

    Ainda segundo o IBGE, as mulheres também se alimentam de forma mais saudável e seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), consumindo menos refrigerante, menos sal e carnes gordurosas, além de comer cinco porções diárias de frutas e hortaliças.

    5. Mulheres são ainda melhores profissionais depois de se tornarem mães

    As mulheres que se tornaram mães já sabem, mas talvez seja novidade para algumas pessoas (e empresas) que as mulheres que passaram pela experiência da maternidade, ao retornarem às suas funções no trabalho, melhoraram habilidades essenciais. Cientificamente falando, uma pesquisa feita pela Microsoft mostrou que 46% das mulheres sentiram melhora na qualidade da gestão do tempo, e cerca de 27%, tornaram-se mais organizadas, após se tornarem mães. A pesquisa ainda revela que elas conseguem administrar melhor ainda os trabalhos em equipe e respeito ao próximo.

    6. Inteligência emocional: benefício e não malefício

    Desafiando os discursos tradicionais de que os homens são mais inteligentes que as mulheres, um estudo publicado no Jornal American Psychologist, principal jornal da American Psychological Association, mostrou que, na verdade, 86% dos entrevistados acreditavam que homens e mulheres eram igualmente inteligentes, 9% acreditavam que as mulheres eram mais inteligentes e apenas 5% acreditavam que os homens eram mais inteligentes.

    Deixando o achismo de lado, cientificamente tantas pesquisas já provaram que homens e mulheres são iguais em inteligência geral (QI), porém não é o caso quando se trata de inteligência emocional (QE), como comprova um teste de inteligência emocional realizado em mais de um milhão de pessoas, pela TalentSmart.

    Embora muitas empresas acreditam que mulheres exploram mais o lado emocional e isto possa ser prejudicial, na realidade é muito benéfico. A inteligência emocional é responsável por 58% do desempenho em qualquer tipo de emprego e 90% dos melhores desempenhos possuem um alto nível de QE.

    São quatro habilidades de inteligência emocional:

  • Autoconsciência
  • Autogerenciamento
  • Consciência social
  • Gestão de relacionamento
  • 7. Potencializa o crescimento da empresa

    O relatório Women in Business and Management: The Business Case for Change, divulgado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que pertence à Organização das Nações Unidas (ONU), mostrou que quanto mais o número de mulheres dentro da organização, principalmente em cargos de liderança, melhores são seus resultados.

    Ao analisar 70 mil empresas, de 13 países, o estudo apontou que os entrevistados afirmavam que, em equipes com mais diversidade de gênero, havia ganhos em produtividade, rentabilidade, criatividade e inovação. Além de 57% deles notarem que a imagem pública da empresa melhorou.

    A pesquisa ainda conclui que organizações com mais igualdade de gênero e mulheres na liderança atraem e retém mais talentos e, economicamente, relatam um crescimento de 10% a 15% em sua receita.

    A HealthBit é reconhecida internacionalmente pela Women’s Empowerment Principles (WEPs), uma organização em parceria com a ONU Mulheres que busca igualdade de gênero e incentiva empresas a promover o empoderamento das mulheres no local de trabalho, mercado e comunidade. Nós acreditamos nas mulheres e por aqui, as mulheres representam 62,5% dos cargos mais altos na empresa. As mulheres merecem igualdade e um dos passos é garantir isso dentro da sua empresa, também!