Coronavírus: quais as principais informações sobre a variante Ômicron?

Ômicron foi o nome dado a uma variante do novo coronavírus, o Sars-CoV-2, que foi notificada pela primeira vez na África do Sul, em 24 de novembro de 2021, e é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma "variante de preocupação".

A Ômicron chamou a atenção por possuir diversas mutações em partes importantes do coronavírus, como a espícula, que é a estrutura responsável por se conectar com o receptor das células humanas e dar início à infecção, sendo, ao todo, 50 mutações.

Algumas das mutações, que mostram um maior potencial de disseminação do vírus, o deixando mais infeccioso transmitido com maior rapidez, já haviam sido identificadas em outras variantes.

No Brasil, já foram confirmados seis casos de infecção causados pela Ômicron e a variante está presente em todos os continentes. Além disso, ela é a variante mais frequente nos últimos dias na África do Sul. Por isso, o #BlogHBit desta semana traz atualizações e o que se sabe até agora sobre a variante do novo coronavírus.

Principais mutações e suspeitas

Até agora, não se sabe muita coisa com certeza, mas tem-se a suspeita de que essa variante seja mais infecciosa e consiga "driblar" a imunidade obtida após a vacinação ou a recuperação da Covid-19.

Isso porque suas características, como o número de mutações, podem indicar que a Ômicron parece ter grande potencial de transmissibilidade, mas não há confirmação oficial disso.

Porém, a África do Sul indicou que houve um aumento de testes positivos para Covid-19 em áreas onde a variante está circulando. Pesquisas estão sendo realizadas para analisar se o aumento de casos foi provocado pela nova cepa ou por outros fatores.

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Além disso, um estudo realizado por cientistas da África do Sul apontou que a variante pode "escapar" de parte da imunidade adquirida por pessoas que já tiveram Covid-19, ou seja, pessoas que já tiveram a doença podem ser reinfectadas com mais facilidade caso sejam infectadas por essa variante. Os pesquisadores também detectaram um aumento no número de pessoas que pegaram a doença mais de uma vez.

A pesquisa, que ainda não foi formalmente revisada por outros cientistas, estima que a ômicron pode ter duas ou três vezes mais probabilidade de causar uma reinfecção do que as variantes anteriores.

Isso pode ser confirmado com outro estudo, feito pelo Instituto Nacional de Doenças Comunicáveis da África do Sul, que também apontou que a ômicron tem probabilidade maior de causar reinfecções, em comparação com as variantes delta e beta, mas esses casos parecem vir acompanhados de sintomas leves.

As variantes são as linhagens do vírus que trazem mutações importantes, que podem tornar o vírus mais transmissível ou agressivo, por exemplo. E, ao todo, já foram encontradas 50 mutações na variante Ômicron.

Essa, inclusive, é a maior diferença entre essa variante e as outras já identificadas. A maior preocupação diz respeito às 32 mutações encontradas na proteína S (spike ou espícula) do vírus, que é a chave para o patógeno invadir as células e também o alvo da maioria das vacinas.

Diferenças nos sintomas

De acordo com uma matéria publicada pela BBC, os relatos dos especialistas que atenderam os primeiros pacientes infectados com a ômicron na África do Sul indicam algumas mudanças importantes na lista dos principais sintomas.

Médicos afirmam que os pacientes apresentaram com mais frequência queixas como cansaço, dores musculares, "coceira" na garganta, febre baixa e tosse seca. Além disso, até agora, as pessoas infectadas tiveram incômodos mais leves.

Aqui no Brasil, as autoridades afirmaram que os casos de covid causados pela ômicron já detectados no país também apresentam sintomas muito leves. Mas, segundo a matéria da BBC, os especialistas pedem cautela com essa informação, já que é necessário aguardar mais um pouco para ter certeza se a variante realmente provoca um quadro mais ameno.

As vacinas já desenvolvidas protegem contra a Ômicron?

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Estudos estão sendo realizados para responder justamente essa dúvida. Até porque existe o risco de as vacinas serem menos eficazes contra a variante por conta das mutações que se encontram, em sua maioria, na proteína spike, que é o principal alvo das vacinas que estão sendo aplicadas.

De acordo com matéria do portal O Globo, as principais desenvolvedoras dos imunizantes disponíveis, Pfizer-BioNTech, Oxford-AstraZeneca, Moderna e Johnson & Johnson, iniciaram testes para analisar a eficácia de seus imunizantes contra a Ômicron e são esperados resultados em algumas semanas.

As mesmas desenvolvedoras já começaram a desenvolver novas versões das vacinas contra a nova variante. Segundo a matéria do portal O Globo, a Pfizer disse que pode ter um novo imunizante pronto em cerca de 95 dias; a Jonhson & Johnson afirmou que irá desenvolver uma vacina contra a variante se for necessário; e a Moderna pode levar uma versão atualizada de seu imunizante aos testes clínicos em humanos em até 90 dias.

Além disso, a empresa Sinovac Biotech, responsável pela fabricação da vacina Coronavac, afirmou que uma versão atualizada do imunizante contra a variante ômicron deve estar disponível em três meses.

Como é a transmissão e a prevenção?

Independentemente das mutações, a Ômicron continua sendo um coronavírus e possui as mesmas formas de transmissão. Ou seja, ela é transmitida por meio de gotículas ou aerossóis de saliva que saem da boca ou do nariz de alguém infectado.

Assim, da mesma forma que a transmissão é idêntica, a prevenção também é. Então, para se proteger da nova variante é fundamental usar máscaras, fazer distanciamento físico e se vacinar.

Por isso, continue fazendo as medidas de proteção e vacine-se! Também fique ligado no #BlogHBit para saber sobre diversas doenças e, principalmente, a Covid-19.