Dia Mundial da Prematuridade: complicações e como evitá-la

Novembro é marcado por diversas datas. Além do Novembro Azul, o mês também é considerado o mês internacional de sensibilização para a prematuridade, tendo como o nome a campanha “Novembro Roxo”.

Ela acontece neste mês porque dia 17 de novembro é o Dia Mundial da Prematuridade. O dia é comemorado desde 2008 e tornou-se um movimento intercontinental no qual inúmeros indivíduos e organizações de mais de 100 países unem forças com atividades, eventos especiais e se comprometem com a ação para ajudar a abordar a questão do nascimento prematuro e melhorar a situação dos bebês e de suas famílias.

A data tem o objetivo de alertar sobre o crescente número de partos prematuros, como preveni-los e informar a respeito das consequências do nascimento antecipado para o bebê, para sua família e para a sociedade. E a cor simboliza a sensibilidade e a individualidade, características que são muito peculiares aos bebês prematuros.

Segundo dados da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), anualmente nascem mais de um milhão de bebês prematuros, pequenos e gravemente doentes, nas Américas. No mundo, de acordo com o Ministério da Saúde, a prematuridade atinge 15 milhões de crianças todos os anos, o que significa que 1 em cada 10 bebês nasce prematuro.

no Brasil, ainda segundo o Ministério da Saúde, 340 mil bebês nascem prematuros todo ano, o equivalente a 931 por dia ou a 6 prematuros a cada 10 minutos. Mais de 12% dos nascimentos no país acontecem antes da gestação completar 37 semanas, o dobro do índice de países europeus, o que faz com que o país ocupe a 10ª posição entre as nações onde são registrados mais casos de prematuridade.

Todos os anos, inclusive, é lançado um tema mundial relacionado à data. O deste ano de 2021 é “Separação Zero: Aja agora! Mantenha pais e bebês prematuros juntos”, ou seja, pede para que permitam que a mãe tenha condições de ficar internada para acompanhar o filho prematuro o tempo todo e que o pai também tenha livre acesso.

Pensando na data e na importância do Dia Mundial da Prematuridade, o #BlogHBit desta semana é sobre o tema.

Bebês prematuros

Mas antes de tudo, é preciso entender quais são os bebês prematuros. De acordo com o Ministério da Saúde, bebês prematuros são aqueles que nascem antes de 37 semanas de gestação, cuja duração completa é entre 37 e 42 semanas, ou 9 meses.

Eles podem ser divididos em:

  • “Prematuros extremos”: aqueles que nascem antes das 28 semanas e correm mais risco de vida do que os bebês que nascem algum tempo depois, pois apresentam um estado de saúde muito frágil;
  • Divulgação nas diversas mídias;
  • “Prematuros intermediários”: que nascem entre 28 e 34 semanas e constituem a maior parte dos prematuros;
  • Ações de divulgação em espaços públicos;
  • “Prematuros tardios”: aqueles que nascem entre 34 até 37 semanas. Este é um grupo que aumentou bastante no Brasil nos últimos anos e que preocupa em termos de saúde pública.

É muito importante se atentar para quanto tempo antes do fim da gestação o bebê nasceu porque quanto mais prematuro for o bebê, mais imaturos serão os seus órgãos e maior será o risco de complicações, especialmente naqueles nascidos antes de 34 semanas de gestação.

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Algumas complicações da prematuridade

Segundo o Ministério da Saúde, a dificuldade de cuidado do prematuro não está só na fragilidade dos órgãos, mas principalmente na vulnerabilidade do cérebro, Também é preocupante o baixo peso com o qual o bebê pode nascer, pois é um grande desafio conseguir fazer uma recuperação nutricional ao longo das primeiras semanas de vida desse bebê.

A prematuridade aumenta a chance de internações dos bebês em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), pois é no fim da gestação que o sistema cardiorrespiratório termina de se formar, o que faz com que bebês prematuros não tenham a oportunidade de estarem totalmente preparados para lidar com a adaptação à vida fora do útero. Os bebês também podem desenvolver problemas como asma e alergias.

Assim, o atendimento e o tipo de tratamento dos bebês dependem da gravidade. Sempre levando em conta a idade gestacional e o peso do nascimento, existem diversos tratamentos de acordo com cada necessidade. Eles podem precisar de assistência ventilatória, hidratação venosa, nutrição parenteral e antibioticoterapia e suplementação de vitamina.

Inclusive, é sempre importante lembrar que com o avanço da tecnologia e da assistência prestada nas UTIs Neonatais, a sobrevida desses bebês tem aumentado muito nas últimas décadas.

Mesmo assim, você pode se atentar para o risco de prematuridade a partir de algumas complicações e situações que podem acontecer durante a gestação.

Complicações na gestação que podem levar à prematuridade

De acordo com o Ministério da Saúde, o diagnóstico tardio da gravidez ou a identificação, também tardia, ou o tratamento inadequado de doenças que tragam prejuízos à saúde da mãe ou do feto, podem ser considerados como riscos para um nascimento antecipado.

Além disso, existem diversas complicações que podem acontecer durante a gestação que tem potencial de levar a um parto prematuro. As principais são:

  • Infecções;
  • Insuficiência istmocervical (abertura do colo do útero);
  • Colo do útero curto;
  • Partos prematuros anteriores;
  • Rotura prematura da bolsa;
  • Tabagismo;
  • Miomas;
  • Gravidez de múltiplos;
  • Descolamento prematuro da placenta;
  • Diabetes gestacionalPré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial na gravidez);
  • E alterações clínicas na gestante ou no feto que necessitem de interrupção antes do tempo esperado.

Mesmo com essas possíveis complicações, existe uma maneira muito simples de evitá-las e, assim, prevenir o nascimento prematuro.

Prevenção da prematuridade

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O Ministério da Saúde afirma que a prevenção da prematuridade acontece antes mesmo da gestação, com o planejamento familiar adequado, seguido do acompanhamento pré-natal, que busca assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e atividades educativas e preventivas.

Isso porque, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o pré-natal é mais do que um exame, é um ato de amor. Pois, é ele que ajuda a manter a integridade das condições de saúde da mãe e do bebê, não só no início, mas durante toda a gravidez.

É por meio do acompanhamento à gestante e do respeito ao tempo certo de nascimento do bebê, que muitos partos prematuros poderiam ser evitados.

Aqui na HealthBit, inclusive, temos um cliente que mostrou muito a importância do pré-natal: realizando o acompanhamento pré-natal das gestantes da empresa, conseguimos diminuir de R$ 11 milhões para R$ 3 milhões os custos de parto, internações e UTI Neonatal.

E você, o que acha da campanha e da importância do pré-natal? Fale nas nossas redes sociais!