Dia Nacional de Combate à Dengue: como se prevenir da doença

A Lei nº 12.235/2010 institui que todo ano, no penúltimo sábado de novembro, é o Dia Nacional de Combate à Dengue. O principal objetivo da data é mobilizar iniciativas do Poder Público e a participação da população para a realização de ações destinadas ao combate ao vetor da doença, por meio de campanhas educativas e de comunicação social.

As ocorrências dessa doença aumentam no verão, justamente por causa das chuvas que acontecem mais frequentemente nesse período. Com isso, começa a se ter um maior número de focos de água parada, lugar onde o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue e outras doenças, como zika e chikungunya, deposita seus ovos para nascerem as larvas. Esse mosquito é bem parecido com um pernilongo, com a diferença de ter listras brancas em todo seu corpo.

É muito importante falar sobre a dengue porque é uma doença que pode levar à morte, mas que pode ser combatida por toda a sociedade. De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, das semanas epidemiológicas (SE) 1 a 29, ou seja, de 3 de janeiro de 2021 a 24 de julho de 2021, foram registrados 440.012 casos prováveis de dengue no Brasil, tendo uma taxa de incidência de 207,8 casos por 100 mil habitantes. Até essa mesma data, foram confirmados 238 casos da forma grave da doença e 2.951 casos de dengue com sinais de alarme (DSA), além de 154 óbitos.

E o combate à Dengue é muito importante porque, mesmo com os números sendo altos, o número de casos registrados ainda foi 51,8% menor do que o de casos registrados no mesmo período analisado em 2020.

Por isso, decidimos fazer um post extra no #BlogHBit para falar sobre os sintomas, formas de diagnóstico, transmissão e como se pode combater essa doença.

Sintomas

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Os sintomas a dengue podem ser:

  • Febre: sempre presente, sendo alta e de início imediato;
  • Dores nas articulações: quase sempre presente, mas com dores moderadas;
  • Manchas vermelhas pelo corpo: pode estar presente;
  • Coceira: pode acontecer, mas de forma bem leve;
  • Mal estar e falta de apetite;
  • Dor no fundo dos olhos;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;

E também tem os sinais de alerta que são:

  • Dor abdominal intensa e contínua;
  • Sangramentos na boca ou nariz;
  • Vômitos persistentes;
  • Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • Aumento progressivo do hematócrito;
  • Queda das plaquetas.

Alguns desses sintomas, como febre, dores de cabeça e dores no corpo, são similares entre si e até mesmo iguais aos da infecção pelo Covid-19, por isso, não realize automedicação sem uma avaliação por profissional de saúde.

Caso apresente qualquer sintoma: busque um serviço de saúde para realizar o diagnóstico!

Diagnóstico

O diagnóstico dessa doença pode ser feito por meio de anamnese, que é uma entrevista feita pelo profissional de saúde ao paciente, exames clínicos e laboratoriais específicos, como o de hemograma e a prova do laço, um exame rápido que visa analisar a fragilidade dos vasos sanguíneos que ocorre quando se é contaminado pela dengue.

Atualmente, também existe o teste rápido para dengue, que coleta um pouco de sangue para detectar o vírus, mas nem sempre ele é necessário, pois o diagnóstico pode ser feito apenas pela anamnese e avaliando o quadro clínico.

Transmissão da doença

A transmissão começa quando a fêmea do mosquito Aedes Aegypti pica uma pessoa infectada com um dos quatro sorotipos do vírus e, em seguida, vai picar outro indivíduo.v

Também existem registros de transmissão por transfusão sanguínea e não há transmissão da mulher grávida para o feto. Porém, a infecção por dengue pode levar a mãe a abortar ou ter um parto prematuro. Além disso, gestantes são mais propensas a desenvolver o quadro grave da doença, que pode levar à morte.

Lembrando que o risco de gravidade e morte aumentam quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo que tratadas.

Transmissão da doença

Não existe um tratamento específico para a dengue porque ele é feito de acordo com a avaliação do profissional de saúde, conforme cada caso, buscando aliviar os sintomas.

A assistência em saúde e cuidados básicos são:

  • fazer repouso;
  • ingerir bastante líquido (água);
  • não tomar medicamentos por conta própria;
  • hidratação por via oral (ingestão de líquidos pela boca) ou por via intravenosa (com uso de soro, por exemplo).

Transmissão da doença

A melhor forma de prevenir e combater a dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e ser picado por ele.

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Por isso, a ação principal é eliminar água armazenada que pode se tornar possível criadouro, como em vasos de plantas, galões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas. Isso pode ser feito com ações simples no dia-a-dia, como:

  • trocar a água dos pratos dos vasos de planta por areia;
  • deixar a caixa d'água tampada;
  • cobrir os grandes reservatórios de água, como as piscinas, e remover do ambiente todo material que possa acumular água.

Para evitar ser picado, as pessoas podem adotar algumas medidas como usar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, principalmente durante surtos da doença, além de utilizar repelentes e inseticidas e instalar mosquiteiros em diversos locais da casa.

Relembrando que mesmo que ainda estejamos na pandemia do novo coronavírus, é importante não se esquecer da importância de se proteger de outras doenças. Por isso, preste atenção aos focos de água parada e vá imediatamente ao serviço de saúde caso apresente qualquer um dos sintomas.

Para se informar sobre essas e outras doenças, fique ligado no #BlogHBit e nas nossas redes sociais!