Plano de saúde empresarial: como escolher?

O plano de saúde empresarial é aquele, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que presta assistência à saúde dos funcionários da empresa contratante por meio de um vínculo empregatício ou estatutário. De forma simplificada, é aquele oferecido pela organização aos seus colaboradores.

De acordo com o Boletim Covid-19 de fevereiro de 2021, da ANS, desde o início da pandemia do novo coronavírus até fevereiro de 2021, houve um aumento na contratação de planos de saúde, sendo o maior percentual o dos planos coletivos empresariais, que cresceram 1,81% a mais em relação a março do ano anterior.

Além disso, ainda segundo a ANS, dos 47.768.176 beneficiários de planos de saúde, em fevereiro de 2021, 32.417.360 fazem parte de planos coletivos empresariais.

E, por mais que se saiba que os planos de saúde trazem muitos benefícios para a empresa, como aumento de produtividade dos colaboradores e melhora da saúde financeira da organização, ainda se tem muita dúvida de como escolher os planos de saúde para a sua empresa, principalmente nas modalidades coparticipativa ou não.

Como escolher o plano de saúde empresarial

Conheça seus colaboradores

Antes de escolher o plano de saúde é muito importante conhecer as reais necessidades dos seus funcionários. Faça uma análise de idade, se possuem filhos, onde moram, qual tipo de cuidado com a saúde têm, quais procedimentos e medicamentos são indispensáveis e como eles poderão utilizar o plano.

Este passo é importante para oferecer um plano que realmente atenda aquilo que é indispensável para os colaboradores.

Pesquise sobre as operadoras

O próprio site da ANS fornece uma página inteira com informações e avaliações das operadoras. Lá estão presentes: dados e planos da operadora; monitoramento da garantia de atendimento; programa de qualificação de operadoras; índice de reclamações; acreditação de operadoras; e operadoras em regime especial de liquidação ou falência.

Além disso, também são fornecidos o percentual de pagamento administrativo das operadoras junto ao ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) e as taxas de partos cesáreos por operadora.

Essas informações são importantes para analisar qual a melhor operadora para a sua empresa e, principalmente, a qualidade dela - se presta um bom atendimento, recebe menos reclamações, entre outros pontos.

Escolha como será o pagamento do plano

Há duas formas de se pagar o plano, com coparticipação e sem. Na coparticipação, é paga uma mensalidade, que tem um valor adicional a ser pago por cada atendimento, consulta ou exame realizado naquele período.

E sem a coparticipação, ou seja, quando há um valor definido que é pago mensalmente, independente de quanto se usa do plano - e se paga, inclusive, nos meses que o plano não é utilizado.

Por mais que em um primeiro momento o plano coparticipativo possa parecer mais econômico, muitas vezes ele pode trazer mais gastos. Em um dos nossos cases, nosso cliente tinha mais de R$ 11 milhões de gastos em partos e UTI Neonatal.

Uma análise de dados que fizemos mostrou que todas as gestantes com mais de R$ 98 mil em internação possuíam menos de 4 consultas pré-natal, ou seja, muitas gestantes da organização não realizavam o pré-natal por não conseguirem pagar a taxa da coparticipação. O estudo também mostrou que, se fossem reduzidas 3% das internações, seria paga a isenção de coparticipação e programa de saúde.

Assim, foi criado um sistema de fichas clínicas para acompanhamento e alertas para as operadoras, além de um programa de saúde. As gestantes que faziam parte do programa possuíam isenção de coparticipação. Isso resultou em uma massa de 1.050 gestantes participando do programa de saúde ao ano, com 89% de adesão do nível operacional, e diminuição de internações de mais de R$ 11 milhões para R$ 3 milhões, após um ano de atuação.

Por isso, as etapas de conhecer e estudar os colaboradores e analisar o tipo de plano são muito importantes. Conhecendo-se os funcionários, pode-se saber quanto usarão o plano de saúde e, verdadeiramente, poupar gastos.

Analisa a cobertura dos planos

É preciso analisar o tipo de cobertura assistencial que atende às necessidades da empresa, antes de assinar o plano. Para isso, é imprescindível analisar a segmentação do plano, que mostra a composição das coberturas.

Os planos, no geral, podem ser:

  • Ambulatorial: garante a prestação de serviços de saúde que correspondem a consultas médicas em clínicas ou consultórios, exames, tratamentos e demais procedimentos ambulatoriais. Os atendimentos de emergência estão limitados até as primeiras 12 horas do atendimento;
  • Hospitalar sem obstetrícia: assegura a prestação de serviços em regime de internação hospitalar, com exceção da atenção ao parto, sem limite de tempo de internação;
  • Hospitalar com obstetrícia: garante a prestação de serviços em regime de internação hospitalar, com a atenção ao parto e cobertura assistencial ao recém-nascido filho natural ou adotivo do contratante, ou de seu dependente, durante os primeiros 30 dias após o parto;
  • Exclusivamente Odontológico: garante assistência odontológica, compreendendo consultas, exames, atendimentos de urgência e emergência odontológicos, exames auxiliares ou complementares, tratamentos e demais procedimentos realizados em ambiente ambulatorial solicitados pelo cirurgião-dentista assistente;
  • Referência: engloba assistência médico-ambulatorial e hospitalar com obstetrícia e acomodação em enfermaria;
  • Ambulatorial + Odontológico;
  • Ambulatorial + Hospitalar sem obstetrícia;
  • Ambulatorial + Hospitalar com obstetrícia;
  • Hospitalar com obstetrícia + Odontológico;
  • Hospitalar sem obstetrícia + Odontológico;
  • Ambulatorial + Hospitalar sem obstetrícia + Odontológico;
  • Ambulatorial + Hospitalar com obstetrícia + Odontológico;
  • Para cada tipo de segmentação, a ANS edita uma lista de procedimentos com cobertura obrigatória no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que é revisado a cada dois anos.

    Este ano, inclusive, aconteceu uma das atualizações do Rol e ela foi muito importante por contar com diversas mudanças, sendo uma delas o acréscimo de 69 coberturas obrigatórias, entre elas 50 medicamentos e 19 referentes à exames, terapias e cirurgias.

    Para entender melhor essas mudanças e quais são os procedimentos e medicamentos que são de cobertura obrigatória, criamos uma Cartilha sobre a atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. É só fazer o download gratuito e saber sobre as alterações!