Quanto a Covid-19 custa para a sua empresa?

A pandemia do novo coronavírus foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há pouco mais de um ano e ainda sentimentos os avanços da doença aqui no Brasil. Neste momento, quando um colaborador fica doente e utiliza o plano de saúde empresarial, ou se afasta, a Covid-19 traz um custo para a sua empresa.

Ao todo, desde o início da pandemia, mais de 11 milhões de brasileiros já foram confirmados com Covid-19 e, na semana passada, batemos o recorde do número de mortes por Covid-19 por dia, registrando 2.349 mortes em 24 horas, totalizando mais de 270 mil óbitos.

Além disso, como os casos estão aumentando nas últimas semanas, em 9 de março de 2021, foi anunciado que 19 hospitais estaduais de São Paulo estavam com 100% dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) ocupados.

A Agência Nacional de Saúde (ANS) diz que os planos de saúde têm cobertura obrigatória para consultas, internações, em leitos hospitalares e/ou de UTI, terapias e exames que podem ser empregados no tratamento de problemas causados pela Covid-19.

Tanto a internação quanto o tratamento de Covid-19, além de exames e outros pontos causam despesas tanto para os hospitais quanto para as empresas. Claro que este valor é relativo para cada caso, hospital, laboratório, mas o #BlogHbit desta semana tenta trazer um valor aproximado.

Quais os gastos com a Covid-19?

Existem diversos tipos de exame para detectar a Covid-19. Os mais comuns são:

  • RT-PCR: considerado o padrão para detectar a doença, ele retira uma amostra do paciente e identifica a presença de material genético do Sars-Cov-2. O famoso “teste do cotonete”, é ideal que o exame seja feito na primeira semana em que os sintomas são demonstrados;
  • POCT-PCR: Bem semelhante ao RT-PCR, com a vantagem de os resultados saírem em minutos;
  • Sorologia: esse teste muito comum não detecta o vírus em si, mas sim, a presença de anticorpos, ou seja, a defesa do organismo contra o vírus. Ele serve para identificar se a pessoa já teve contato com o vírus ou já teve Covid-19;
  • Testes rápidos: popularizados e mais baratos, coletam uma amostra do sangue, por meio de uma pequena incisão na ponta do dedo, e colocada num kit, com indicação visual do resultado. Mas é importante lembrar que podem apresentar uma alta taxa de falso negativo.
  • De acordo com uma matéria publicada pela Folha de São Paulo, nos grandes laboratórios, o preço cobrado pelo RT-PCR gira em torno de R$ 350. O sorológico está na faixa entre R$ 210 e R$ 280.

    Em questões de internação, segundo uma matéria publicada pela Agência Brasil, as internações por Covid-19 com UTI tiveram custo médio diário de R$ 4.035 e, com o tempo médio de internação sendo de 11,5 dias, o custo total é de R$ 45.558. As internações por covid-19 sem UTI apresentaram custo médio por dia de R$ 1.705, com tempo médio de internação de 5,3 dias e tendo de custo total R$ 8.972.

    Ao todo, tem-se um gasto de cerca de R$45.908, só com exames de PCR e a internação. Isso, sem contar com o gasto que a organização tem com o afastamento do funcionário. Já que, o colaborador que passar mais de 15 dias afastado em decorrência de complicações da Covid-19 pode começar a receber o auxílio-doença.

    O número de auxílios-doença concedidos pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) por conta de problemas respiratórios foi de 19,3 mil em 2019 para 51,3 mil em 2020, indicando um aumento de 166%.

    Além de pagar o auxílio, mesmo com o atestado médico, que é dado para todos que são confirmados com Covid-19, você continua pagando pelo serviço e outros colaboradores ficam sobrecarregados pelo aumento da demanda, que ocorreu pelo afastamento.

    Atente-se ao tipo de plano oferecido

    Se a sua empresa oferece o plano coparticipativo, no qual o colaborador paga uma parte de alguns ou todos os procedimentos realizados por ele através do plano de saúde, considere que você irá pagar a sua parte nesses valores.

    Caso a empresa pague o plano integralmente, tenha em mente que os valores pagos em cada um dos procedimentos será pago integralmente pela empresa.

    Porém, lembre-se que isso não é necessariamente ruim e traz mais gastos: um dos nossos clientes, tinha mais de R$11 milhões de gastos em questões de parto e UTI Neonatal. Ao fazermos as análises dos dados das vidas do plano de saúde, foi indicado que todas as gestantes com mais de R$98 mil em internação possuíam menos de 4 consultas pré-natal, E, caso fossem reduzidas em 3% as internações, esse valor pagaria a isenção de coparticipação e programa de saúde.

    Como solução, o cliente começou a criar sistema de fichas clínicas para acompanhamento e alertas para as operadoras e as gestantes ativas neste programa de saúde possuem isenção de coparticipação. Por ano, houve uma massa de 1.050 gestantes, com 89% de adesão do nível operacional e uma diminuição de internações para R$3 milhões após um ano de atuação.

    Por conta dessas questões, a HealthBit criou as células de Covid-19, que identificam as melhores soluções para cada empresa e a ajudam a lidar com possíveis casos ou aqueles que foram confirmados. Essas células já chegaram a 300 mil vidas monitoradas, com mapeamento e assistência aos casos do novo coronavírus confirmados em nossos clientes.⁠